Crepúsculo da dor
Fitei teus belos olhos escuros,
Aurora soturna das horas notívagas do porvir.
Brilhavam tanto, tão puros,
E como uma mariposa, não consegui fugir.
Taciturno olhar, quem diria,
Que transformaria em sombras os lamentos?
E ao vê-lo assim, que teria
Um afago em meio aos meus tormentos.
Estou preso a ti, crê, não minto,
Tu és a cura deste pobre coração partido
Que no amor voltou a acreditar.
Hoje, em minhas veias, eu sinto
Que o meu pranto e o meu gemido
Entardeceram no teu crepuscular olhar.
Aurora soturna das horas notívagas do porvir.
Brilhavam tanto, tão puros,
E como uma mariposa, não consegui fugir.
Taciturno olhar, quem diria,
Que transformaria em sombras os lamentos?
E ao vê-lo assim, que teria
Um afago em meio aos meus tormentos.
Estou preso a ti, crê, não minto,
Tu és a cura deste pobre coração partido
Que no amor voltou a acreditar.
Hoje, em minhas veias, eu sinto
Que o meu pranto e o meu gemido
Entardeceram no teu crepuscular olhar.

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ResponderExcluirEm deleitosos versos, podemos observar esse eterno retorno do amor. Esses versos falam muito uma língua, a língua dos que vivem na esfera da contemplação, no ermo redentor, de onde provém toda essa minuciosa observação. É um poema para mim e para todos nós, que se encontram e se reconhecem na solidão, a boa solidão. Parabéns meu grande amigo!
ResponderExcluirObrigado, caro amigo! como sempre preciso , que a boa solidão seja um refúgio para todos nós.
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