Alma estilhaçada

Estou colhendo a minha semeadura de escolhas erradas,
Meu caminhar é sem rumo e o precipício é minha sorte. 
O desespero é meu conselheiro nas madrugadas
E ao meio dia, me sonda a morte. 

Em meu peito bate um coração desfalecido
Pelas montanhas de dor e pelo oceano de lágrimas
Que enfrentei até aqui, mas a Ti elevo meu olhar perdido
Na certeza da cura para as minhas lástimas. 

Meu coração está em brasas e agora posso ver 
Que de um novo recomeço ressoa a Salvação 
Rasgando o véu da escuridão. 

Aos Teus pés dobro meus joelhos e posso crer
Que ascendi aos céus ao derrubar meu orgulho no chão
E ao prostrar-me diante de Cristo alcancei meu galardão! 


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