O que quer a Poesia?
Olho para a lamparina que guia meu lirismo,
Sempre a contemplei daqui do meu abismo.
No negro da noite, molho a ponta da pena
E transcrevo a loucura desta velha hiena
Cujos risos brotam do alienado sentimental
Que para minha loucura é fundamental.
Esse transtornado que nasceu desregrado
Que insiste em pulsar mesmo descompassado.
Enquanto espero as musas cumprirem seu papel,
Elevo meu raciocínio ao sétimo céu
Esperançando a derradeira epifania
Que irá preencher esta despovoada poesia.
Este escrito é uma cidade fantasma
Onde um último sentimento se debate, se espasma
E reluta em se entregar sob urros e gemidos,
Pois não quer jazer num cemitério de afetos não vividos.

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