Quem olha
Continuo esperando da vida
O que ela não espera de mim:
Que eu tenha força na lida
E obtenha uma resposta no fim.
Esperanço da vida
O que ela não esperança para mim:
Que após a sentença cumprida,
O alento se apresente, enfim.
No olhar trago a esperança matemática exaurida
De quem caminha como um palmeirim
Cuja heterose lânguida e frígida
Transforma o peito em estufim.
Minha descrença não pode ser auferida,
Pois da dúvida hiperbólica ela é Delfim.
Mas continuarei esperando para a vida
O que ela não espera para mim.

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