Onde mora o amor
Eu era apenas um simples beltrano Ignorado e esquecido pelo Cupido, Mas não foi por um banal engano Que tive meu coração remido. És a linha entre o sagrado e o profano, Equilíbrio entre o liberto e o oprimido. És a razão sentimental deste espírito cigano Titubear pelo seu caminho lúcido. O amor que do meu peito irradia Também me guiará além da eternidade, Pois amar de verdade é ter a ousadia De desafiar o tempo com a humana fugacidade. No meu peito tens ilustre moradia E uma imensurável cumplicidade. Meu corpo é teu templo, tua abadia, Morada Sagrada de nossa afinidade.