Quando te vi
Eu me percebi menino, na estrada, perdido,
Como as letras de um poema nunca lido
E aos teus olhos, eu já não era mais segredo,
Enfim ganhara vida meu inanimado enredo.
Contigo anda bailando o meu sentido
E por essa afeição, que me nutre, sou mantido.
A outrora arvoreta do amor, hoje é arvoredo,
Não me adoece mais a agreste seca do medo,
Na minha alma arde o próprio Amor
E por você ele renasce todo dia em flor.
Assim, nunca nos alcançará a frieza inverno
Porque ao seu lado todo momento será terno.
Que se desmintam as certezas, se quebrem os diamantes,
Mas nosso amor permanecerá sempre triunfante!

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