Fim e início

Esse sou eu, primeira pessoa do singular
Que no mundo anda perdido, sem um lar.
Sou aquele cuja vida não tem um norte,
Fruto sem sementes, do sonho e da sorte.

A noite, lá fora, vem pousando devagar
E vem sozinha não traz a benção do luar,
Me conduzindo àquela de quem sou consorte,
Àquela que me desposou desde a vida, a morte.

Uma lágrima me corre o rosto, branca e calma,
Mas saibas que ela brotou dentro da alma
E se assim transmito a calmaria de um lago

É porque carrego o peso de um peito vago
Que só não é mais vago do que o infinito,
Cujo início é sob uma lápide de granito.


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