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Quando te vi

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Eu me percebi menino, na estrada, perdido, Como as letras de um poema nunca lido E aos teus olhos, eu já não era mais segredo, Enfim ganhara vida meu inanimado enredo. Contigo anda bailando o meu sentido E por essa afeição, que me nutre, sou mantido. A outrora arvoreta do amor, hoje é arvoredo, Não me adoece mais a agreste seca do medo, Na minha alma arde o próprio Amor E por você ele renasce todo dia em flor. Assim, nunca nos alcançará a frieza inverno Porque ao seu lado todo momento será terno. Que se desmintam as certezas, se quebrem os diamantes, Mas nosso amor permanecerá sempre triunfante!

Fim e início

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Esse sou eu, primeira pessoa do singular Que no mundo anda perdido, sem um lar. Sou aquele cuja vida não tem um norte, Fruto sem sementes, do sonho e da sorte. A noite, lá fora, vem pousando devagar E vem sozinha não traz a benção do luar, Me conduzindo àquela de quem sou consorte, Àquela que me desposou desde a vida, a morte. Uma lágrima me corre o rosto, branca e calma, Mas saibas que ela brotou dentro da alma E se assim transmito a calmaria de um lago É porque carrego o peso de um peito vago Que só não é mais vago do que o infinito, Cujo início é sob uma lápide de granito.