AO DE MIL NOMES
Por três dias e três noites, não respirei,
E quando um anjo me anunciou ao acaso,
No crepúsculo da dor, ressuscitei,
E a noite mais triste chegou ao seu ocaso.
Amor, tu que tens recebido
Muitos nomes pelas eras,
Tu que não tens rosto definido,
E és a mais nobre das quimeras,
Renova meu núcleo mais uma vez,
Minha existência destruída,
E pedra após pedra talvez
Eu reerga o castelo de minha vida.
Amor, tu que não tens forma ou receita,
Que tudo transformas de dentro para fora,
Que não enxergas diferença, as aceita,
Vem, e inicia em mim, a sua aurora!

Linda!
ResponderExcluirEu li todas -e cada uma! Estou encantada! Você é realmente um Camões!!! Parabéns!
ResponderExcluirObrigado, Clarice! Vindo de você, é verdadeiramente um elogio.
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