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Mostrando postagens de setembro, 2016

Quando o amor amanhece

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Finalmente te encontrei e me completei Como um quebra-cabeça há muito inacabado. Agora, cada mês de junho comemorarei Eternamente por você apaixonado.  Ao seu lado paira o frescor da Primeira Aurora, Pois és a criadora do amor que sinto, E do Criador és a perfeita anáfora Porque ao te ver meu mundo foi retinto. Elevaste-me ao patamar sublime Daqueles que são transfigurados Pelo amor que na alma imprime Os primores por Deus entalhados. Ao teu lado atravesso a fronteira deste plano Em direção às bordas da eternidade, Onde já não há perigo ou engano E nem dúvidas sobre o que é de verdade.

Como antes

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Oi, não sabia que estaria aqui!    Te ver foi como estar num turbilhão de sentimentos, Éramos jovens e dividíamos tantos momentos. Mas você parece ter saído de uma fotografia, A personificação de uma suave melodia. Mas se houver a chance de ficarmos sozinhos, Podemos conversar antes de seguirmos nossos caminhos? Estive esperando por isso noite afora, Gostaria de ouvir você antes de ir embora. Você continua a mesma de quando te conheci, As dimensões continuam se dobrando diante de ti, Como se fosses a arquiteta da realidade E tudo se rendesse a sua vontade. Até o tempo, algoz de todos, com você é carinhoso, Pois causa em você um efeito caridoso Que se reflete no seu rosto sempre sorridente E na sua presença luminescente.

Precipício imortal

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Tempo, inevitável precipício, De onde não escolho se vou pular, És meu sedento algoz, desde o início, Esquadrinhando meu caminhar. Tento procrastinar a minha vida E adiar o meu anoitecer, Pois não há garantias na sobrevida, Tal qual não há no amanhecer. Eis o que me resta: o instante, Estilhaço fulgaz da eternidade, Já que na vida a única constante, Assim como este verso está atempo, É a sempre presente imprevisibilidade Porque tudo começa e termina através do tempo.