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AO DE MIL NOMES

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Por três dias e três noites, não respirei, E quando um anjo me anunciou ao acaso, No crepúsculo da dor, ressuscitei, E a noite mais triste chegou ao seu ocaso. Amor, tu que tens recebido Muitos nomes pelas eras, Tu que não tens rosto definido, E és a mais nobre das quimeras, Renova meu núcleo mais uma vez, Minha existência destruída, E pedra após pedra talvez Eu reerga o castelo de minha vida. Amor, tu que não tens forma ou receita, Que tudo transformas de dentro para fora, Que não enxergas diferença, as aceita, Vem, e inicia em mim, a sua aurora!